Postado por Dra.Dianny Em 29 - julho - 2011 0 Comentario

A sarna sarcóptica é uma dermatose parasitária causada por um ácaro denominado Sarcoptes scabiei. Afeta espécies de animais, como cães, gatos. É altamente contagiosa em animais e pode também afetar a espécie humana. O cão é o animal de companhia mais atingido por esse ácaro.

O contágio se dá através do contato com animais infectados ou instrumentos contaminados; quando no meio ambiente, o ácaro pode resistir alguns dias.

Quando no hospedeiro, o ácaro localiza-se na pele, cavando túneis no estrato córneo, levando a uma dermatite pruriginosa e generalizada. Na maioria das vezes, o animal apresenta pequenas crostas hemorrágicas e perda de pêlo, especialmente, nas regiões ventral, axilar, codilhos (cotovelos), curvilhões (calcanhares) e no espelho nasal. A dermatite apresenta-se acompanhada por uma exagerada produção de gordura, conferindo ao animal um aspecto e odor rançoso. O intenso prurido pode levar ao surgimento de feridas secundárias devido ao intenso ato de coçar exercido pelo animal.

O diagnóstico é feito baseado nos sintomas apresentados, juntamente com a realização de um raspado de pele realizado pelo médico veterinário. O material coletado desse raspado é colocado em uma lâmina e levado ao microscópio, onde será observado o ácaro ou seus ovos, sendo esse raspado realizado nas áreas de preferência pela sarna, como pontas da orelha, abdômen, codilhos ou curvilhões.

O tratamento é feito com utilização de medicação acaricida, que pode ser injetável, oral ou tópica, associada à medicação sintomática que for necessária, como uso de antibióticos, terapia do prurido, banhos anti-sépticos, suplementes nutricionais, entre outros.

Os animais infectados devem ser isolados dos sadios até que haja a cura completa. Além disso, certas precauções devem ser tomadas durante o tratamento, como o uso de luvas descartáveis quando houver a manipulação do animal, assim como a higienização adequada do ambiente em que o animal vive.